terça-feira, 23 de abril de 2013

JOANA VASCONCELOS JUNTA-SE A PROTESTO CONTRA CONTENTORES


A artista plástica Joana Vasconcelos vai passar pela Trafaria numa acção de solidariedade contra a instalação do terminal de contentores.

A iniciativa é promovida pela Associação Contentores na Trafaria NÃO que também agendou para o próximo dia 27 de Abril, às 9,30 no Passeio Ribeirinho, uma limpeza da praia da Trafaria.
“Porque vamos receber esta nossa embaixatriz mas também porque se não queremos que tratem a Trafaria como lixo, temos que ser os primeiros a não tratar dessa forma”, pode ler-se num apelo à população para participar na limpeza da praia.
Recorde-se que Joana Vasconcelos vai representar Portugal na Bienal Internacional de Artes Plásticas de Veneza.

Fonte: Caparicanewa- Leia o artigo aqui

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Presidente da Trafaria confia em projecto de Joana Vasconcelos para promover freguesia


A presidente da Junta de Freguesia da Trafaria, Francisca Parreira, visitou esta semana o barco Trafaria Praia, que está ser transformado numa obra de arte inovadora pela artista plástica Joana Vasconcelos, para representar Portugal na 55.ª edição da Bienal de Veneza, a mais importante exposição de arte internacional.

O antigo “cacilheiro, que durante muitos anos fez a travessia do Tejo entre a Trafaria e Belém, e está intimamente ligado à história da localidade, vai voltar a navegar, agora com atracagem junto aos Giardini, para mostrar Portugal ao mundo.

Curiosamente, este navio da classe alemã, que Joana Vasconcelos fez questão de manter como Trafaria Praia, leva o nome do país através de uma das freguesias que será extinta pela lei da agregação das freguesias, passando a fazer parte da Caparica. Ao mesmo tempo, a localidade está a ser alvo de um projecto do Governo que aponta a construção de um mega terminal de contentores, projecto que é contestado por autarcas e população.

Diz Francisca Parreira que “está a ser traçado o fim de uma freguesia que só pode desenvolver-se com a recuperação de toda a frente ribeirinha e com projectos de turismo e de lazer”. Foi esta a mensagem que a autarca quis levar a Joana Vasconcelos, considerando que o seu projecto “é um sinal identitário com a vila da Trafaria”, através de um barco “com o qual vivemos anos e anos entre as duas margens”.
Aliás, também Joana Vasconcelos revela ter um sentimento identitário com o barco Trafaria Praia. “No início da minha carreira foi um homem da Trafaria que me ajudou nos meus projectos”. Diariamente, a artista plástica via o Trafaria Praia cruzar o Tejo e esperava esse trafariense no cais de Belém. “Este barco faz parte da minha maneira de olhar o Tejo”, afirma.

Por isso, quando foi convidada pelo anterior secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, para criar um projecto que representasse oficialmente Portugal em Veneza, e não lhe atribuíram um pavilhão, a artista plástica lembrou-se de dar nova vida ao Trafaria Praia que, na altura, estava em vias de ser abatido.
“Fui ver outros barcos da mesma classe, mas tinha de ser o Trafaria Praia. Lutei para que fosse este barco. Estes projectos só resultam quando existe empatia sentimental e pessoal”, comenta Joana Vasconcelos que vê na Trafaria uma “magia enorme”.
Neste momento o projecto está a decorrer, estando o interior do barco a ser revestido com tecidos tradicionais, com um forro de cortiça e, por fora, será revestido com azulejos portugueses representando uma vista de Lisboa. Será ainda montado um espaço para receber artistas portugueses e uma biblioteca com livros sobre Portugal e está decidido que entre esses livros, alguns vão ser sobre a Trafaria. Uma localidade que é freguesia desde 1926 e, no início do século XX é estância balnear frequentada pela Rainha Dona Amélia e colónia de férias para crianças.

Entretanto, entre a Junta de Freguesia da Trafaria e a produção de Joana Vasconcelos, está a ser preparada uma iniciativa conjunta referente ao Trafaria Praia.
A transformação criativa deste navio, que tem apoios da Direcção-Geral das Artes, deverá estar concluída no início de Maio, para que esteja em Veneza antes no início da Bienal, a 1 de Junho e que terminará em Novembro.

Fonte: Jornal da Região- Leia a notícia aqui

sexta-feira, 22 de março de 2013

Posição da Presidente da Câmara Municipal de Almada

Maria Emília Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Almada refere que os autarcas do município de Almada há muitos anos que recusam a construção de um mega terminal de contentores na Trafaria. O modelo de desenvolvimento do concelho não passa por aqui. Esta situação, a concretizar-se, corresponderá a um gravíssimo crime ambiental de lesa pátria (posição comum de todos os presidentes de Juntas de Freguesia do concelho afectos ao PCP, PS e PSD).
in Tvi24 em 22.03.2013

Autarcas de Almada vão entregar a Assunção Esteves petição contra terminal de contentores in Público


Os autarcas de Almada solicitaram esta sexta-feira uma audiência à presidente da Assembleia da República, para entregarem uma petição contra construção do terminal de contentores na Trafaria.
Em comunicado enviado à agência Lusa, os presidentes da Câmara Municipal de Almada, da Assembleia Municipal de Almada e da Junta de Freguesia de Almada informam que solicitaram a audiência com Assunção Esteves, “tão breve quanto possível”, para entregarem em mão o resultado da petição.
A petição refere que a construção de um mega terminal de contentores na Trafaria “corresponderá a um crime ambiental de lesa pátria”, exigindo que o Governo “abandone de imediato essa intenção”.
A recolha de assinaturas para esta petição resulta da aprovação, por autarcas e cidadãos em plenário da população da vila da Trafaria, no passado dia 23 de Fevereiro, de uma resolução em que se previa a realização desta iniciativa.

Leia a notícia online aqui

segunda-feira, 11 de março de 2013

TERMINAL DE CONTENTORES DA TRAFARIA- Filibuster

Se dúvidas houvesse da total incapacidade demonstrada pelo Ministro da Economia e do Emprego e pelo Secretário de Estado dos Transportes e das Comunicações, o anúncio do novo Terminal de Contentores na Trafaria é a prova final de que não sabem o que estão a fazer no Governo.
Este anúncio é a demonstração do reconhecimento do Governo que a política económica levada a cabo até aqui é desastrosa e não nos trouxe a lado nenhum. Um Governo que desprezou qualquer tipo de investimento público que estava previsto, e até orçamentado, e decidiu parar tudo, mesmo o que comprovadamente melhorava a competitividade nacional, com grande prejuízo para o Distrito de Setúbal, vem agora anunciar um investimento, sem qualquer critério, de mil milhões de euros num Terminal de Contentores da Trafaria.
A primeira pergunta que qualquer pessoa faz, ao tomar conhecimento do projeto e do investimento, é: porquê um Terminal de Contentores na Trafaria? Não se questiona sobre a necessidade de investir no Distrito de Setúbal e em particular na Trafaria. Muito importante seria que se investisse naquele território e se encontrassem formas de gerar emprego numa terra e numa região que estão a ser prejudicadas porque se cancelaram vários projetos de investimento que estavam previstos como a linha ferroviária para Sines, o TGV, a terceira travessia, o novo aeroporto e muitos outros investimentos em equipamentos sociais. Será que este é o investimento mais racional e mais necessário para que a economia gere mais emprego?


Não só nos devemos questionar sobre o impacto que um novo terminal de contentores na Trafaria terá na restante atividade económica e portuária da Área Metropolitana de Lisboa, Distrito de Setúbal e Lisboa, porque pode tornar o transporte de mercadorias mais demorado e mais caro, porque a zona não está preparada para as cadeias logísticas se instalarem, porque a maioria das mercadorias, até para exportação, têm como destino a margem norte, porque agrava as externalidades ambientais negativas na zona com impacto no turismo da Costa da Caparica, como devemos constatar que o investimento tem o mero objetivo de substituir a atividade portuária de Lisboa, ou seja, não visa criar novos postos de trabalho e nova atividade económica, apenas substituir existente.
A decisão de libertar a movimentação de carga da zona de Santa Apolónia para dar outra dimensão ao Terminal de cruzeiros é correta, mas substituir toda a atividade portuária em Lisboa teria um impacto económico e no emprego imprevisível, porque não assegura a reabilitação urbana e dinamização económica nas áreas do porto, criando um problema ainda maior. Estamos a fazer experimentalismo económico perigoso e mesmo que tivéssemos 6% de desemprego e estivéssemos a crescer, só com uma demonstrada mais-valia económica é que se tomariam decisões com este grau de risco. Não admira por isso que as Câmaras das áreas envolvidas, Lisboa e Almada, bem como a Junta de Freguesia da Trafaria, estejam contra.
Se o Governo finalmente reconhece que é necessário investimento e que o Distrito de Setúbal foi fortemente prejudicado com as suspensões e os cancelamentos dos investimentos previstos então que retome alguns dos investimentos que estavam programados, começando desde logo por acelerar a ligação ferroviária a Sines. Há muito para fazer e não é preciso inventar.

(Artigo igualmente publicado no Portal Setúbal na Rede)

Fonte: filibuster- Leia o artigo aqui

sábado, 2 de março de 2013

Opinião Especialista de Gestão Portuária

Jorge de Almeida, administrador da doca seca da Bobadela, especialista em gestão portuária afirma:

"O tempo da Trafaria foi há 20 anos, porque hoje é absurdo imaginar que há espaço para dois portos de águas profundas em Portugal, colocando a Trafaria a concorrer com Sines numa fase em que a operação de contentores de Sines está a crescer."



in Expresso Online em 02.03.2013